Prêmio APF Inspiradores - PPK - Finalistas 2021

Prêmio APF Inspiradores - PPK - Finalistas 2021



Categoria PESSOA FÍSICA



 Bel Santos Mayer Bel Santos Mayer

Sua iniciativa na área de assistência social, atuando na defesa dos direitos humanos e desenvolvimento dos diversos projetos em Parelheiros, se identifica com as causas da promoção e defesa do saber, da ética, da liberdade individual e do bem comum, as principais linhas de atuação voluntária de Pedro Kassab, que dá nome ao prêmio, e esta indicação reconhece o seu trabalho perante a sociedade brasileira, especialmente no Terceiro Setor.

Bel Santos é educadora social e coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac), instituição que atua na defesa dos direitos humanos e desenvolve diversos projetos em Parelheiros, periferia do extremo sul da cidade de São Paulo.

Criou com um grupo de adolescentes a Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, que tem espalhado livros e leitura pelas escolas, Unidades Básicas de Saúde, hospital, sítios, ruas, comércios, levando a literatura para todo o ciclo de vida da comunidade.

Ajudou a criar a Rede LiteraSampa, que integra 18 bibliotecas comunitárias dos municípios de São Paulo, Guarulhos e Mauá, e que acabou propiciando a formação da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, composta de 116 bibliotecas comunitárias nas cinco regiões do país.

Empreendedora social da Ashoka, comunidade de líderes de mudança que acreditam que o mundo precisa de agentes de transformação social positiva e que se juntam para transformar instituições e culturas ao redor do mundo.

Depois de cursar o Magistério, licenciou-se em Ciências (matemática) e participou da equipe técnica do antigo Núcleo de Apoio à Educação (NAE 09). Ganhou bolsa para estudar na Itália e especializou-se em Pedagogia Social, aprofundando o papel dos(as) pedagogos(as) nas organizações de defesa e promoção dos direitos de crianças e adolescentes.

Estudou Turismo para promover o Turismo de Base Comunitária em Parelheiros, aproximando os saberes e os fazeres da universidade e da comunidade. Aos 53 anos tornou-se Mestra em Turismo pelo Programa de Pós-graduação em Turismo da USP, com a dissertação: “Parelheiros idas e vi(n)das: ler, viajar e mover-se com uma biblioteca comunitária.

Destaques:
  • Atua, desde a década de 1980, em organizações não governamentais, facilitando processos de criação de Centros de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (CEDECAs) e de Bibliotecas Comunitárias gerenciadas por adolescentes e jovens.
  • Foi consultora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), onde criou e ajudou a organizar o programa de Educação o Prêmio Educar para a Igualdade Racial.
  • Assessorou a Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos para as relações de gênero e raça de 2007 a 2017, criando a Revista Ashanti e o Prêmio Akoni de promoção da igualdade racial, respectivamente com produções dos educadores e educadoras e dos estudantes.
  • Ajudou a desenvolver o Projeto Amara, voltado para a prática da alimentação saudável.
  • Ajudou a criar o Programa 4 Ps – Pão, Proteção, Poesia e Plantio –, que proporcionou alimentação, produtos de higiene, máscaras, livros e hortas comunitárias a 1.400 famílias de Parelheiros durante a Pandemia.
  • Em 2018, foi curadora do Prêmio São Paulo de Literatura. Em 2021 é curadora do Prêmio Jabuti.
  • Venceu o Prêmio Retratos da Leitura no Brasil (2018), o Prêmio Estado de São Paulo para as Artes (2019), e foi finalista do Prêmio Jabuti pelo fomento à leitura realizado pela Rede LiteraSampa (2019).
  • Em janeiro de 2021, recebeu o prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes – na categoria Literatura pela propagação de literatura brasileira contemporânea durante a pandemia, valendo-se de meios aplicados a propostas de isolamento social.
 Débora Garofalo Débora Garofalo

A iniciativa da professora Débora Garofalo na área da educação, com destaque para o desenvolvimento de seu trabalho com alunos de escolas de favelas, realizando o projeto Robótica de Sucata e a implantação do componente de Tecnologia de Inovação, dentro do Programa Inova, e a criação de uma tríade de inovação que incorpora as aulas de Tecnologia e Inovação – o Movimento Inova –, valeu-lhe esta indicação ao Prêmio APF Inspiradores PPK, como reconhecimento do seu trabalho perante a sociedade brasileira, especialmente no Terceiro Setor.

Débora Garofalo se formou em Letras e Pedagogia, com especialização em Língua Portuguesa, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É mestre em Linguística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e FabLearn Fellow, de Columbia, EUA.

Foi professora durante anos da rede pública de ensino de São Paulo, idealizou trabalho de robótica com sucata em uma escola carente municipal da zona sul da capital, que consiste em retirar lixos das ruas de São Paulo e transformar em objeto de conhecimento para o trabalho de robótica.

Foi coordenadora do Centro de Inovação da Educação Básica de São Paulo da Secretaria da Educação de São Paulo – SEDUC-SP, onde implementou o componente de Tecnologia e Inovação, Movimento Inova e o CIEBP para 3,5 milhões de estudantes. 

Destaques:
  • 1º lugar no V Prêmio de Direitos Humanos pela Secretaria Municipal de São Paulo em 2017.
  • Prêmio Professores do Brasil 2018, iniciativa do Ministério da Educação e de instituições parceiras que busca reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula.
  • Prêmio do programa de fellowship da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, fomentado pela Fundação Lemann e pelo MIT Media Lab, com o objetivo incentivar a implementação de soluções inovadoras que ajudem a tornar a educação brasileira mais criativa, prazerosa, relevante, colaborativa e inclusiva para crianças e jovens.
  • Medalha da Cidade de São Paulo 2019.
  • Medalha de Pacificadora da ONU.
  • Finalista do Global Teacher Prize, o Nobel da Educação, sendo a primeira mulher e a primeira sul-americana a chegar à final, sendo considerada uma 10 melhores professoras do mundo.
  • Palestrante em grandes eventos nacionais e internacionais, como Brazil Conference (EUA), Brazil Forum UK (Londres) e Euroleads (França).
  • Colunista em mídias como a revista Nova Escola, a Rede Peteca (Direitos Humanos), Ecoa UOL (Educação) e blog Redes da Editora Moderna (Educação Inovadora).
  • Integrante da comissão de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos.
 Robson Gondim Robson Gondim

A iniciativa na área de assistência social de Robson Gondim, destacando o Projeto Há Esperança, que atua com recuperação de pessoas em situação de rua e com projetos culturais e educacionais voltados às crianças de 5 a 16 anos que moram na comunidade Oziel, em Campinas, se identifica com as causas da promoção e defesa do saber, da ética, da liberdade individual e do bem comum, as principais linhas de atuação voluntária do homenageado, e esta indicação reconhece o seu trabalho perante a sociedade brasileira, especialmente no Terceiro Setor.

Robson Teixeira Gondim se define uma pessoa simples. Com formação cristã, acredita no cuidado e atenção ao próximo. Procura enxergar o que as pessoas precisam e, do desejo de cuidar de pessoas em situação de vulnerabilidade, criou o Projeto Há Esperança, que tem como foco a construção e restauração de vínculos familiares, a preocupação de assegurar espaços socioeducativos, inclusivos, sustentáveis, e de proteção que contribuam para o desenvolvimento social de crianças, adolescentes e suas famílias. A iniciativa atua também na reintegração de pessoas em situação de rua e na área de prevenção ao uso de drogas. Robson estudou a fundo o tema da dependência química, para conhecer a necessidade do dependente e saber lidar com o sofrimento advindo da doença. Com os conhecimentos adquiridos na prática e na teoria, hoje dá palestras sobre o tema.

Sob seu comando, o Projeto realiza um trabalho inclusivo e intergeracional, que proporciona atendimento a crianças, adolescentes e suas famílias, com aulas, cursos e oficinas de futebol, balé, informática, capoeira, boxe, teatro, circo, reforço escolar, culinária infantil, inglês, robótica, entre outras atividades.

Além do trabalho na comunidade do Parque Oziel, Gondim tem um trabalho com moradores de rua na cidade, oferecendo, roupas, banho, alimentação, atendimento médico, aconselhamento em dependência química, corte de cabelo, oficinas, cursos, e outras atividades, além de cursos profissionalizantes de barbearia, elétrica predial, manicure, culinária, costura, marcenaria entre outros.

O Projeto Há Esperança tem parcerias com empresas que têm o programa Jovem Aprendiz, que encaminha os jovens para o mercado de trabalho, e parcerias com escolas que oferecem cursos profissionalizantes para os adolescentes e abrem oportunidades para o primeiro emprego.

Nada faz Gondim mais feliz do que SERVIR ao próximo.



Categoria PESSOA JURÍDICA



 Associação Fernanda Bianchini Associação Fernanda Bianchini

A atuação da Associação Fernanda Bianchini – Cia Ballet de Cegos na área da assistência social, em especial na integração social de deficientes visuais, se identifica com as causas da promoção e defesa do saber, da ética, da liberdade individual e do bem comum, as principais linhas de atuação voluntária do homenageado que dá nome ao prêmio, e esta indicação reconhece o seu trabalho perante a sociedade brasileira, especialmente no Terceiro Setor.

Projeto iniciado em 1995 com cerca de 10 alunas cegas do Instituto de Cegos Padre Chico, a integração social de deficientes visuais por meio da dança, principalmente do ballet como uma atividade extracurricular, é a principal missão da entidade.

Deficientes visuais aprendem a dançar ballet graças a um método pioneiro desenvolvido pela bailarina e fisioterapeuta Fernanda Coneglian Bianchini Saad.

A inclusão tornou-se tão profícua que, além do ballet clássico, a Associação passou a oferecer outras atividades para pessoas de todas as faixas etárias com outros tipos de deficiência física, motora e intelectual e síndromes diversas.

A Associação conta com 6 fisioterapeutas e 27 professores de diversas modalidades, dentre eles deficientes visuais formadas na própria entidade, e oferece atendimento fisioterápico, condicionamento físico, palestras, oficinas de qualificação e cursos como ballet clássico e contemporâneo, sapateado, dança de salão, dança do ventre, danças inclusivas, ioga, aulas de canto e musicalização, piano, violão, violino e teatro.

Além das mais de 1.000 pessoas assistidas diretamente nos últimos 26 anos, destaca-se também o impacto causado na qualidade de vida das famílias e na transformação do público em geral.

Atualmente são atendidas mais de 400 pessoas, das quais 60% são deficientes visuais, 30% com outros tipos de deficiências e 10% sem deficiência, que podem ser de baixa renda ou pagantes que queiram exercitar a inclusão às avessas.

Site: afbb.ong.br
 	Centro de Acolhida e Cultura Casa 1 Centro de Acolhida e Cultura Casa 1

A atuação do Centro de Acolhida e Cultura Casa 1 na área da assistência social, acolhendo pessoas, oferecendo moradia, cursos, workshops, palestras, exposições e atividades socioeducativas, se identifica com as causas da promoção e defesa do saber, da ética, da liberdade individual e do bem comum, as principais linhas de atuação voluntária do homenageado, e esta indicação reconhece o seu trabalho perante a sociedade brasileira, especialmente no Terceiro Setor.

A Casa 1 é um centro de acolhida de jovens LGBT+ expulsos de casa pela família, um centro cultural e uma clínica social no centro de São Paulo, tendo já abrigado cerca de 380 jovens. O objetivo é ser uma casa temporária, realizando um trabalho multidisciplinar para que as pessoas acolhidas desenvolvam autonomia para estabelecerem suas trajetórias. O acolhimento também conta com alimentação, transporte, assistência social para organização de documentações, apoio nos estudos, empregabilidade, atendimento de saúde clínica e mental e acesso à programação do centro cultural.

Há também atendimento de população em situação de rua com oferta de água, banheiro, roupas e alimentos. Em quatro anos foram mais de 40 mil atendimentos, 10 mil pessoas atendidas, 120 mil peças de roupas doadas e mais de 2 mil encaminhamentos.

A Clínica Social conta com 60 profissionais e 10 salas de atendimento individual, onde atende cerca de 120 pacientes por mês e realiza 40 plantões de escuta, ofertados gratuitamente ou com valores sociais.

O Centro Cultural conta com cursos de idiomas, preparação para o ENEM, escrita, costura, modelagem, maquiagem, teatro, lutas, yoga, tai chi chuan, culinária, dança, canto, expressão cultural e percussão, e atividades como workshops, palestras, exposições, peças de teatro, shows e feiras. O espaço sedia também o Núcleo de Formação Profissionalizante, o Acervo Pajuba, que conta com mais de 3 mil itens de memória LGBT+, e biblioteca comunitária com uma coleção de mais de 3.800 títulos, entre livros, DVDs e revistas.

A programação sociocultural inclui material de orientação, podcast, aulas abertas, pesquisas, laboratório de memórias e encontro com outros coletivos.

Site: casaum.org
 Instituto Helena Florisbal - IHF Instituto Helena Florisbal - IHF

A atuação do Instituto Helena Florisbal na área da assistência social, contribuindo para a reabilitação e capacitação das crianças carentes e o amparo a idosos, se identifica com as causas da promoção e defesa do saber, da ética, da liberdade individual e do bem comum, as principais linhas de atuação voluntária do homenageado, e esta indicação reconhece o seu trabalho perante a sociedade brasileira, especialmente no Terceiro Setor.

O Instituto, que é a concretização do sonho de Helena Florisbal, pessoa sensível aos problemas sociais que acometem as crianças carentes, tem como missão promover a assistência social gratuita, proporcionando melhor qualidade de vida e contribuindo para a reabilitação e capacitação das crianças carentes – em especial as portadoras de deficiências físicas e mentais, câncer e outras enfermidades –, além de amparar asilos de idosos e instituições nas áreas de saúde e inclusão social.

As atividades desenvolvidas em parceria estimulam a integração de crianças e adolescentes com deficiência física e mental por meio de atividades educacionais, culturais e sociais. Além disso, as ações contribuem para a prevenção, orientação e apoio psicológico aos acompanhantes e familiares dos enfermos, com o apoio do Corpo de Voluntários do IHF.

Os profissionais do IHF percorrem as entidades credenciadas para avaliar a qualidade dos serviços prestados, bem como seu potencial de eficácia e autonomia. Depois das visitas técnicas e reuniões, é elaborado um projeto com os objetivos gerais e específicos, de acordo com as necessidades. Também são estabelecidas as formas de avaliação de resultados e prestação de contas que fazem parte do contrato anual de reciprocidade firmado entre o Instituto e as instituições credenciadas.

Atualmente, o IHF apoia 15 entidades de grande porte e 19 de médio e pequeno porte. Além de suprir as necessidades imediatas de cada instituição atendida, o IHF contribui para a melhoria de sua gestão e auxilia na criação de planos para divulgação e captação de recursos.

Site: ihf.org.br