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Esperança renovada

Ao término do 8º Encontro Paulista de Fundações, realizado em 13 de setembro, na sede do CIEE, em São Paulo, com a participação de mais de 300 pessoas, evidenciou-se de modo muito claro o quanto o Terceiro Setor está se tornando cada vez mais imprescindível para o sucesso das políticas públicas. Nos painéis, todos de altíssimo nível, constatou-se o alcance dos projetos realizados por instituições representadas no evento e também a contribuição global do segmento para a inclusão socioeconômica e melhoria da qualidade da vida no Brasil.

O conteúdo das palestras, portanto, referendou o tema central do evento, que foi O Protagonismo da Sociedade Civil no Desenvolvimento. O conceito, aliás, foi sintetizado com extrema felicidade pelo embaixador Rubens Ricúpero, que encerrou o 8º Encontro: “Numa democracia representativa como a nossa, o Terceiro Setor é aquele que pode ser o canal para protagonizar as mudanças necessárias, promover o diálogo a partir das ideias e reivindicações apresentadas pela população”.

E assim tem sido a saga das Organizações da Sociedade Civil em nosso país, atividade constituída por 290 mil fundações e associações sem fins lucrativos e que cresceu 8,8% entre 2006 e 2010 (dados divulgados em 2012 pelo IBGE). Como uma das principais representantes do Terceiro Setor no Brasil, a Associação Paulista de Fundações (APF), que tem entre suas associadas entidades com um consistente portfólio de serviços prestados à sociedade, tem trabalhado com grande empenho na defesa da causa desse segmento constituído, de fato, por protagonistas da história contemporânea.

O trabalho desse setor tem estreita correlação com a trajetória do Rotary, instituição mundial cujo lema é “Servir”, com antiga e consistente tradição para o voluntariado e grande contribuição para o trabalho de organizações da sociedade civil. Há, também, numerosas entidades, em todo o mundo, ligadas a ele, com atuação ampla e muito significativa. Um excelente exemplo é a Fundação de Rotarianos de São Paulo, que tem imensa obra na área educacional, mantendo o Colégio Rio Branco, as Faculdades Rio Branco, a Escola para Crianças Surdas Rio Branco e o Centro Profissionalizante Rio Branco.  

Orgulho-me dessa minha origem rotária e atuação no Terceiro Setor, no qual a APF, que tenho a honra de presidir, pelo desejo democrático de seus associados, destaca-se como interlocutora das causas e anseios de nossa população. A trajetória de instituições como o Rotary, o incansável e dedicado trabalho das organizações da sociedade civil e o espírito de voluntariado e boa vontade de todos os que militam nessas instituições renovam, a cada dia, nossa esperança em um mundo melhor, mais justo, pacificado e feliz!




*Dora Silvia Cunha Bueno é presidente da Associação Paulista de Fundações (APF) e da Confederação Brasileira de Fundações (Cebraf) e associada ao Rotary Club de São Paulo.