Associadas no combate a COVID-19

FUNDAÇÃO ARNALDO VIEIRA DE CARVALHO - Por que algumas crianças com Covid-19 desenvolvem graves inflamações

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Professor da FCM/Santa Casa é entrevistado pelo Portal UOL Saúde

Os casos confirmados de covid-19 em crianças e adolescentes variam entre 0,5% e cerca de 3,5% do total de pessoas acometidas pela doença em diferentes partes do planeta. Essa faixa etária é, de longe, a menos afetada pela pandemia. Ainda assim, um pequeno número de meninos e meninas vem apresentando problemas sérios de saúde que têm sido relacionados à infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Essas graves e inesperadas manifestações clínicas, consequência de uma intensa resposta inflamatória nos vasos sanguíneos e em diversos órgãos, como o sistema respiratório, cardiovascular e gastrointestinal, somam-se a várias questões ainda sem resposta sobre as particularidades exibidas pela pandemia na parcela da população com até 20 anos de idade, como o seu aparente menor risco de infecção e de desenvolver formas graves de covid-19 e o seu papel na disseminação do novo coronavírus.

Casos no mundo todo

Recentemente, médicos no Reino Unido, na Itália e nos Estados Unidos relataram a ocorrência de uma síndrome inflamatória pediátrica muito provavelmente associada à pandemia do novo coronavírus. No dia 19 de maio, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), em conjunto com o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Reumatologia e a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), emitiu uma nota de alerta sobre essa condição aguda e grave, potencialmente fatal. Segundo os médicos, ela parece ser uma resposta tardia à infecção pelo vírus.

“Já tivemos também casos assim no Brasil”, diz o pediatra Marco Aurélio Palazzi Sáfadi, da FCM-SCSP (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo) e coordenador do Serviço de Infectologia Pediátrica do Hospital Infantil Sabará, um dos autores da nota da SBP.

“Não temos dados oficiais, mas recebo relatos de colegas de São Paulo e de outros estados que acompanham casos de crianças infectadas pelo Sars-CoV-2 com essa síndrome. Ela se parece com o quadro da chamada doença de Kawasaki. Mas em algumas crianças, além dos sintomas dessa síndrome, há ainda intensa reação inflamatória e choque.”

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