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Terapia ocupacional fortalece autonomia, vínculos e qualidade de vida de pessoas idosas na FUNDAÇÃO JULITA
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- Criado em 01/09/2026

Foto: vectorjuice/Magnific
Embora tenha iniciado essa atuação apenas em março deste ano, Simone já construiu uma relação de confiança com o grupo. Os encontros semanais reúnem cerca de 20 pessoas idosas em atividades que unem informação, acolhimento, estimulação cognitiva e momentos de convivência, sempre com um olhar atento às necessidades e às experiências de cada participante.
Para Simone, a Terapia Ocupacional vai muito além da reabilitação física. A profissão busca criar estratégias para que cada pessoa possa exercer sua autonomia e participar da vida cotidiana com qualidade, respeitando sua história, seus desejos e sua realidade.
“A Terapia Ocupacional procura identificar quais são as barreiras que impedem uma pessoa de participar plenamente da vida e construir, junto com ela, caminhos para fortalecer sua autonomia e independência.”
Uma história que começou antes da profissão
A relação de Simone com a Fundação Julita começou muitos anos antes de vestir o jaleco de Terapeuta Ocupacional.
Advogada por mais de três décadas, ela atuou como conselheira da organização entre 2016 e 2019. Foi nesse período que conheceu de perto o trabalho desenvolvido pela Fundação e criou um forte vínculo com a instituição.
Mais tarde, uma experiência marcante em sua carreira transformou completamente seus planos. Um de seus clientes mais antigos adoeceu gravemente e faleceu em pouco tempo. A vivência durante o tratamento despertou nela o desejo de trabalhar diretamente com o cuidado às pessoas.
Foi então que decidiu mudar de profissão e ingressar na graduação em Terapia Ocupacional.
“Meu sonho era poder voltar para a Julita como terapeuta ocupacional. Hoje estou realizando esse sonho.”
O autocuidado como ponto de partida
Desde o início do projeto, Simone estruturou os encontros a partir de um tema central: o autocuidado.
Ao longo do primeiro semestre, os participantes realizaram atividades que estimularam o conhecimento sobre o próprio corpo, a prevenção de doenças crônicas, a organização da rotina, a alimentação saudável, a prática de atividades físicas e o cuidado com a saúde emocional.
As propostas combinam diferentes metodologias, como músicas, jogos, quebra-cabeças, pinturas, dinâmicas em grupo e conversas, sempre valorizando a participação ativa das pessoas idosas.
“O aprendizado acontece de forma muito mais significativa quando existe afeto. Cada grupo responde de um jeito diferente, e é a partir dessas respostas que vou construindo os encontros.”
Aprender sobre saúde também é exercer cidadania
No segundo semestre, o grupo passou a trabalhar outro tema importante: os direitos das pessoas usuárias dos serviços de saúde.
Inspiradas no Estatuto dos Direitos dos Pacientes, as atividades utilizam dramatizações e situações do cotidiano para discutir direitos, deveres e formas de buscar um atendimento mais humanizado.
Ao encenar consultas médicas e outras situações vividas nos serviços de saúde, os participantes refletem sobre comportamentos, identificam práticas adequadas e fortalecem seu conhecimento para exercer seus direitos com mais segurança.
Muito além da atividade
O trabalho desenvolvido por Simone também fortalece vínculos e cria um espaço de pertencimento. Com o passar dos meses, o grupo construiu sua própria identidade e escolheu um nome que representa o espírito dos encontros: AUÊ, sigla para Alegria, União e Energia.
A proposta também abre espaço para acolher demandas individuais. Sempre que identifica alguma necessidade específica, Simone orienta familiares, oferece encaminhamentos e compartilha estratégias que possam contribuir para o cotidiano das pessoas idosas.
Ao reunir informação, escuta, convivência e atividades práticas, a Terapia Ocupacional para pessoas idosas cria oportunidades para que cada participante compreenda melhor seu corpo, exerça seus direitos e fortaleça sua autonomia. Os encontros tornam-se um espaço de aprendizado coletivo, troca de experiências e construção de vínculos, onde cada história é valorizada e o envelhecimento é vivido de forma ativa e participativa
Fonte: Fundação Julita

