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FUNDAÇÃO ITAÚ apresenta recomendações para mudança rumo a economia de baixo carbono

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Foto: Magnific

Propostas são fruto de um seminário realizado em maio deste ano, que discutiu os desafios e ações para o país ampliar a oferta de “trabalhos verdes”

Em celebração ao Dia da Amazônia (5), a Fundação Itaú lança o policy brief “A transição para uma economia de baixo carbono e o mundo do trabalho no Brasil”, que mostra que a proteção e valorização da floresta em pé também tem relação com a disponibilidade de empregos decentes. A iniciativa reúne recomendações para o país ampliar a oferta de empregos verdes, os desafios e as oportunidades para fortalecer a economia verde.

O material sistematiza as discussões realizadas em maio de 2026 no seminário "Trabalhos verdes para a transição econômico-ecológica", realizado pela Fundação Itaú em parceria com o Instituto Itaúsa, a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável por meio da GIZ e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na ocasião, especialistas alertaram para os impactos da emergência climática e como 70% da força de trabalho mundial está exposta aos seus impactos, segundo a OIT.

Segundo estudo apresentado no seminário e incorporado ao documento, o estresse térmico é causado pela exposição direta ao sol, às altas temperaturas e à elevada umidade relativa do ar. Os locais mais atingidos por esse impacto da emergência climática são regiões onde já existe um déficit de trabalho decente e de proteção social.

No Brasil, as ocupações classificadas como "empregos verdes" representam entre 3% e 10% do total de profissionais, segundo estudo do Dieese de 2025. Além disso, essas ocupações apresentam, em relação à média nacional, taxas mais elevadas de informalidade, menor remuneração e correspondem as seguintes áreas:
  • Economia circular e reciclagem;
  • Manutenção e reparação de maquinários;
  • Transporte coletivo;
  • Agricultura sustentável;
  • Serviços ambientais;
  • Manejo florestal e bioeconomia.
Recomendações

Para melhorar esse cenário, as propostas estão organizadas nos segmentos de Políticas Públicas, Setor Privado, Sindicatos, Instituições de Ensino Superior e Organizações da Sociedade Civil. Em cada um deles, o documento menciona quais ações são importantes para avançar nessa transição para uma economia de baixo carbono.

A maior parte das sugestões relacionadas às Políticas Públicas está conectada à articulação intersetorial das políticas, à gestão de dados e monitoramento e à valorização dos "empregos verdes". Para isso, a atualização da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) é apontada como essencial para mensurar o setor ambiental, identificar ocupações que mudam, antecipar habilidades e orientar a qualificação e requalificação profissional.

Já as recomendações para as Instituições de Ensino Superior e Educação Profissional e Tecnológica (EPT) passam pela sensibilizaçãoe à capacitação de gestores, pesquisadores e profissionais. Uma das medidas é fomentar linhas de pesquisas voltadas à sustentabilidade e às soluções baseadas na natureza. Outras ações são o alinhamento dos cursos às novas demandas no âmbito da transição, além do diálogo com entidades representativas dos trabalhadores para reformular os currículos.

Fonte: Fundação Itaú