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Um novo olhar para a doação

not fundacao 14 4 2014 2Doadores da Fundação Abrinq visitam organização social beneficiada e refletem sobre o significado de doar

Eram 11 horas da manhã, do dia 5 de abril, dois ônibus chegaram ao Projeto Arrastão. Os 48 passageiros estavam prontos para o que quer que fosse acontecer naquela manhã de sábado. Alguns convidados pareciam curiosos sobre como seria a visita a uma organização social para a qual prestam auxílio. “Não sabemos o que esperar, mas gostamos muito da ideia de conhecer o Projeto ”, relatou Priscila Rodrigues.

Priscila foi uma dentre os milhares de pedestres de São Paulo que cedeu minutinhos de seu dia para ouvir sobre a defesa dos direitos da criança e do adolescente. Foi assim que ela se interessou pelo trabalho da Fundação Abrinq e se tornou uma doadora pela causa da infância no Brasil. “Fui abordada perto do trem e dei atenção. É importante ajudar o quanto podemos”, contou.

Ela e mais 30 doadores foram recebidos no espaço das artes do Projeto Arrastão, onde um generoso café da manhã foi servido. Os mestres-cucas dos pães, geleias e sucos eram jovens alunos do curso de Gastronomia, que exibiam com muito orgulho os aprendizados recebidos em apenas 2 meses.

Em seguida pôde conhecer os vídeos da Fundação e do Arrastão, além de assistir a apresentações de seus representantes, Victor Graça, gerente executivo da Fundação Abrinq e Selma Dau Bertagnoli, diretora do Arrastão; e, por fim, visitar as instalações da organização.

Ao final da manhã, os doadores da Fundação Abrinq puderam ouvir a história de Danilo, que passou de aluno do Arrastão a monitor e, atualmente, professor de percussão no grupo “Arrasta Lata”, criado dentro da organização. Em seguida, seus alunos se apresentaram deram show com as habilidades musicais aprendidas e distribuíram instrumentos que permitiram que todos acompanhassem a cadência dos tambores.

O Projeto Arrastão, que está localizado na zona Sul de São Paulo, tem como missão desenvolver e formar cidadãos capazes de transformar sua realidade, valorizando o potencial de cada um. Os jovens das comunidades do Campo Limpo e Taboão da Serra que ali passam suas tardes aprendendo a cozinhar, fotografar, pintar, praticar esportes e cuidar da saúde são uma porção das 7.908.116 crianças e adolescentes beneficiados pela Fundação Abrinq em 24 anos.

Mas o que motiva os doadores da Fundação a conceder sua ajuda às crianças e adolescentes do Brasil?

“Primeiro, porque eu gosto de criança. Elas são o futuro. E quando você trabalha com uma criança, está formando um indivíduo. É importante trabalhar desde essa faixa etária, porque ali que será formada uma base para um adulto sadio ou não”, afirmou Tayra Ferreira, que veio do Rio de Janeiro há um ano e tornou-se doadora da Fundação Abrinq há poucos meses. Ao seu lado suas duas filhas pequenas brincavam com um jabuti que fica no jardim do Projeto Arrastão. Tayra, que é educadora de crianças de até 5 anos em uma instituição da zona oeste de São Paulo, vê a doação como um investimento no futuro de outras pessoas. “Dentro do possível, é sempre bom ajudar desde a infância para aumentar as chances de ter um adulto mais feliz, mais consciente”, complementa.

Já Cleverson Carvalho, que também compareceu à visita, acredita que o apoio a projetos sociais vai muito além da transformação local ou de certa parte da população. “Em um espectro maior, eu acredito que você fazer o bem na periferia ou em qualquer lugar faz com que você esteja refletindo no que o coletivo todo acaba vivendo. Não adianta você indivíduo ou instituição isolada se cuidar, sendo que ao seu redor o meio está completamente desassistido. Não só para as crianças, mas no geral. No acesso à educação, no acesso ao saneamento, coisas básicas que todos deveriam ter, mas que às vezes o poder público e a iniciativa privada não dão a devida atenção”. Cleverson trabalha no setor administrativo da escola de idiomas GoTalk, que há 2 anos é sócia mantenedora da Fundação Abrinq.

Esse também é o caso do Danilo Furlan Nogueira, gerente regional da multinacional AB na América Latina, que é Empresa Amiga da Criança há um ano e colaboradora do Programa Nossas Crianças. Ele contou que sempre fica surpreendido com o tamanho e a escala dos projetos e com a quantidade de crianças atendidas pelas organizações beneficiadas pela Fundação Abrinq. “Eu vim [à visita] com uma expectativa de que seria uma creche, mas é muito mais, muito mais amplo”. O empresário apontou que talvez a maioria da população acabe não se engajando em causas sociais por falta de conhecimento ou contato com outras realidades. “A gente nunca imagina que na periferia vai ter um projeto tão estruturado e tão bem desenvolvido. Acho que boa parte das pessoas talvez não conheça porque não está presente no dia a dia delas. Não é tão obvio, é algo que parece distante, e por isso não acontece um envolvimento. Mas a partir do momento que você participa e conhece um espaço como esse, é mais fácil de ajudar.”

Clique aqui e confira as fotos do evento: https://www.flickr.com/photos/fundacaoabrinq/sets/72157643642477274/


Fonte: Fundação Abrinq