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Doar não custa nada

not 31 08 2017 5

Um novo jeito de apoiar o empreendedorismo na periferia
doar

Doar vira emprestar

Doar para uma instituição ou projeto que a gente acredita nos faz sentir bem. Sentir que estamos fazendo a diferença, exercendo nossa solidariedade, é algo que alimenta a alma.

Existem diversas formas de fazer o bem, mas a Firgun quer propor um jeito novo: além de doar R$ 25, por exemplo, por que não emprestar? Essa é mais uma forma de expressar sua solidariedade e isso já é possível. O empréstimo tem maior potencial de transformação. Afinal, quem recebeu a ajuda tem a responsabilidade de devolver o dinheiro e a oportunidade de se empoderar de suas próprias circunstâncias.

Na maioria das vezes as doações acontecem para apagar o fogo e por isso são muito necessárias. Elas atendem a uma necessidade momentânea, dão conta da consequência do problema, mas não de sua causa. Na Firgun você tem a oportunidade de ajudar, receber seu dinheiro de volta e ainda contribuir para solucionar a causa do problema, antes que ele ocorra.

Como funciona a Firgun

Entenda melhor no vídeo abaixo:



Como assim doar não custa nada?

Na Firgun doar é na verdade emprestar. Explicamos: quando um empreendedor da periferia precisa investir no seu negócio o que ele faz? Vai ao banco pedir um empréstimo e se depara com altas taxas de juros, burocracias e exigências que não o deixam evoluir. Os bancos cobram mais de quem pode menos e os empreendedores da “quebrada” não conseguem acesso a um crédito justo.

A Firgun é uma fintech social que propõe um novo paradigma para o microcrédito voltado ao empreendedorismo. Ao invés de ser um banco, a fonte de financiamento são pessoas como eu e você. Nós podemos ser nossos próprios financiadores e você pode fazer parte desse movimento.

A solução para democratizar o acesso a crédito é uma plataforma de empréstimo coletivo sem juros, voltada para apoiar quem empreende na periferia. A ideia é simples: de um lado está o empreendedor, que sobe seu projeto na plataforma e pede o financiamento, do outro lado está o investidor social que procura um novo projeto para financiar com pequenos valores à partir de R$ 25. Funciona como em um crowdfunding. A diferença é que, ao invés de o apoiador receber uma recompensa ou um agradecimento em troca de sua ajuda, ele receberá seu dinheiro de volta em parcelas e poderá apoiar outros projetos.

O pequeno empreendedor ganha, pois, recebe um empréstimo sem juros para investir no seu negócio. O investidor social também, pois contribui para o empoderamento econômico da periferia e ajuda a economia do país em geral.

Ok. Mas o que me garante que esse dinheiro vai voltar?

A Firgun contribuiu para a realização de um estudo lançado pelo Plano CDE em parceria com a FGV e outros negócios sociais, no final do ano passado e que apontou caminhos para a inclusão financeira. O estudo mostrou que existem três perfis financeiros nas classes CDE: os conservadores, os planejados e os desorganizados. Entra para pedir um financiamento na plataforma apenas os empreendedores que estão nos dois primeiros grupos.

Para que isso ocorra utilizamos, também fruto do estudo, um questionário, ainda em desenvolvimento, que resulta numa pontuação. É assim que analisamos o risco de emprestar para um determinado empreendedor. É o famoso score que os bancos tradicionais fazem, mas o nosso é diferente. Levamos em conta outros indicadores como hábitos de consumo, conhecimentos financeiros básicos, estrutura familiar, relacionamento com risco etc.

Além disso o empreendedor também deverá ter a aprovação de uma ONG ou organização que trabalhe a capacitação empreendedora, garantindo o potencial do negócio a ser financiado.

Ajude a transformar o paradigma do microcrédito no Brasil. A plataforma está em sua versão beta e está com um novo financiamento no ar. Quem receberá o investimento é a Maria, empreendedora do ramo de corte e costura no Capão Redondo, zona sul de São Paulo.

Você pode fazer parte do empréstimo coletivo. Conheça sua história e apoie.

Fonte: Nossa Causa