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Como OSCs podem se preparar para surpresas do novo governo dicas-para-oscs

not 22 04 2019 4

Carla Damião, Diretora Executiva e sócia da empresa especializada em Gestão de Projetos Sociais e em Avaliação de Impacto Ink Inspira, elencou 5 dicas, confira:

1. Comprovar seu impacto e retorno do investimento social

É importante se resguardar sobre qualquer movimento que possa descredibilizar o trabalho das organizações sociais. A avaliação de impacto bem elaborada e feita de forma ex-post (por terceiros) tem o peso de uma auditoria e ainda se torna um importante documento para o planejamento estratégico do terceiro setor.

A Avaliação de Impacto Social visa demonstrar os resultados e o retorno do investimento aportado aos projetos. Em outubro de 2018 saiu oficialmente uma cartilha da Controladoria Geral da União com as boas práticas esperadas para a Avaliação de Impacto. Esse e outros sinais demonstram uma tendência do governo.

A Ink Inspira recebeu mais de 10 pedidos de Avaliação de Impacto neste início de ano, algo bastante incomum e surpreendente. Quando questionamos os motivos, vimos que grande parte vem de solicitação de empresas financiadoras e outra parte do próprio governo.

2. Bastante atenção à Transparência e Governança

Ainda com foco na proteção e credibilidade das OSCs, a transparência e a boa governança não podem ser esquecidas. Por usarem recursos públicos as OSCs devem sempre seguir princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, próprios da Administração Pública e previstos na Constituição.

Como a responsabilidade pela fiscalização é do poder público, é importante que organizações que nunca foram fiscalizadas fiquem atentas e se adequem à normativa. A fiscalização é feita por uma comissão fiscalizadora que deve emitir um relatório de avaliação do serviço prestado pela OS. Havendo indícios fundados de má administração de bens ou dinheiro públicos, os responsáveis pela fiscalização podem pedir o bloqueio dos bens da entidade e o sequestro dos bens dos seus dirigentes.

Caso a organização não se sinta capaz de fazer essa análise, ela deve buscar uma consultoria que possa ajudá-la a fazer um diagnóstico da situação atual, apontando os gaps e auxiliando a organização a colocar tudo em dia.

3. Buscar editais privados e internacionais

É importante não depender apenas de uma fonte de recursos, mas para as organizações que se desenvolveram através de editais públicos é uma boa dica começar a buscar editais de empresas privadas e até editais internacionais.

Editais privados são fornecidos pela iniciativa privada – com ou sem fins lucrativos. Neles, os repasses de recursos financeiros vêm de empresas e organizações da sociedade civil, como associações, fundações, institutos e agências de cooperação internacional. Os financiadores internacionais podem ter várias origens: são agências governamentais de países desenvolvidos, agências da ONU ONGs, de pequenas a grandes, que financiam projetos no mundo todo. Nesse caso, há desde a Fundação Bill & Melinda Gates ao Fundo Guarda-Chuva Vermelho (Red Umbrella Fund).

4. Investir em marketing digital

Uma boa imagem é sempre bem-vinda, principalmente em tempo difíceis. O Marketing social pode ajudar a organização a se fortalecer, a trazer novos investidores, a ganhar a simpatia do público e até mesmo a aumentar seu leque de receitas.

O conceito de marketing de causa ainda está muito relacionado às empresas que usam essa estratégia para ampliar suas vendas enquanto contribuírem para uma causa social, porém, o marketing de causa e suas ferramentas podem contribuir muito para a mobilização de recursos das OSCs. Já existem diversas ações de marketing digital que visam fortalecer a sustentabilidade financeira das organizações do terceiro setor através de programas de doação e eventos com fins de captação.

5. Verificar possibilidade de extensão para o setor 2.5

Para as organizações que possuem algum tipo de produto ou serviço que já é, ou poderia ser comercializado, uma boa opção é começar a estudar o setor 2.5, como forma complementar de renda.

A ideia não é “trocar de CNPJ” mas abrir uma empresa complementar que poderia, como finalidade principal do negócio, ser a principal doadora da organização. A ideia é poder cobrar preços mais competitivos ampliando a margem de receita que será revertida para a OSC. Para iniciar esse processo é importante iniciar um plano de negócios e compreender a viabilidade e sustentabilidade do modelo. Caso exista possibilidade de ganho e equipe preparada para atuar, a nova empresa pode se tornar um braço essencial da organização que funciona como sua aliada na captação de recursos.

Sobre a Ink Inspira: Para organizações sociais que estejam buscando algum serviço de gestão de projetos ou de avaliação de impacto, ou mesmo pessoas físicas que busquem uma formação em gestão, a Ink Inspira dá o único curso do setor social com duas certificações internacionais e presta um serviço especializado com excelente custo x benefício. Para conhecer mais: www.inkinspira.com.br ou entre contato diretamente com O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Fonte: Nossa Causa