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Filantrópicos atendem 80% do SUS


Hospitais do terceiro setor têm papel importante nas internações feitas pela saúde pública

Por Juliana Gontijo

not 01 07 2019 5

Presença. Tomáz de Aquino Resende disse que o terceiro setor faz parte do dia a dia da sociedade. Foto: Mariela Guimarães

O terceiro setor – sociedade civil organizada – está presente no dia a dia das pessoas. A análise é de Tomáz de Aquino Resende, especialista na área e procurador geral do município de Belo Horizonte. “Só que muita gente sequer percebe isso. Falta divulgação”, completa ele, que é um dos idealizadores do Encontro Nacional do Terceiro Setor (Enats). O evento acontece na capital mineira, em julho, entre os dias 1º e 3.

Resende afirma que boa parte da população não sabe da importância do terceiro setor e desconhece os serviços que são prestados por ele em diversas áreas, com destaque para o segmentos de saúde, educação e assistência social.

De acordo com Resende, quase 80% das internações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas são feitas por esses hospitais do terceiro setor. “Os principais hospitais de Belo Horizonte são do terceiro setor, filantrópicos, como Santa Casa, os hospitais Sofia Feldman, Felício Rocho, da Baleia, Evangélico e Madre Teresa”, declara.

Em outras áreas, o setor também se destaca. Ele cita as creches parceiras da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH), num total de cerca de 270, que atendem por volta de 30 mil crianças. “Há também o ILPI, a Instituição de Longa Permanência para Idosos, os antigos asilos, num total de 28, que atendem carentes”, acrescenta. Ele estima que 70 mil pessoas atuem no terceiro setor na capital, que movimenta o equivalente a 20% do orçamento do município. Para o procurador, que será um dos palestrantes do Enats, que está em sua 15ª edição, o evento é uma oportunidade para disseminar as melhores práticas no terceiro setor.

O encontro, que vai acontecer no Cine Theatro Brasil Vallourec, conta com o apoio do Grupo Sada. A vice-presidente do grupo, Daniela Medioli, diz que o terceiro setor vive um novo momento. “Antigamente, ele era visto como filantropia, como assistencialismo. Hoje, assume o papel de empreendedor social, de negócios de impacto social, que geram desenvolvimento”, observa a executiva.

Papel social está no DNA do Grupo Sada

A responsabilidade social está presente no DNA do Grupo Sada desde sua fundação, em 1976, segundo a vice-presidente do grupo, Daniela Medioli. De acordo com ela, a área de responsabilidade social foi estruturada com o objetivo de condensar todas as esferas de atuação. O grupo tem a Fundação Medioli, bancada com recursos próprios e que tem como foco a primeira infância. “Temos uma creche no Jardim Teresópolis, em Betim, que atende 315 crianças em horário integral, sem ajuda de recursos públicos”, diz.

A executiva ressalta que o grupo também desenvolve trabalhos em parcerias com outras entidades. “Este ano, estamos buscando apoiar, por meio de leis de incentivo, projetos em todos os municípios em que atuamos, que são mais de 50”, enfatiza.

Programe-se

15º Encontro Nacional do Terceiro Setor:

Entre 1º e 3 de julho no Cine Theatro Brasil Vallourec. Inscrições no site.

Fonte: O Tempo