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O que os internautas paulistanos pensam sobre impactos do coronavírus?

not 07 05 2020 7
 
not-covid-canto-direito-gdRede Nossa São Paulo lança estudo sobre a opinião em vários assuntos dos paulistanos durante a pandemia e isolamento social.

Viver em São Paulo: Especial Pandemia é o título da pesquisa lançada hoje (05/05) pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o IBOPE Inteligência. Os dados mostram a experiência da pandemia de coronavírus e do isolamento social entre os internautas das classes A, B e C da capital paulista. 2/3 dos internautas tiveram algum impacto negativo na renda pessoal e quase sete em cada 10 consideram adequadas as medidas adotadas até agora pelo governador do Estado e pelo Prefeito da cidade para combater os impactos da Covid-19.

A pesquisa foi feita de 17 a 26 de abril deste ano com entrevistas on-line em questionário estruturado. Público formado: 53% sexo feminino e 47% sexo masculino. A faixa etária está dividida em: 17% de 16 a 24 anos, 21% de 25 a 34 anos, 22% de 35 a 44 anos, 18% de 45 a 54 anos e 22% acima de 55 anos. Formação desse público consultado: 40% possuem ensino superior, 40% ensino médio e 20% ensino fundamental. Em relação à renda familiar, 50% até dois salários mínimos, 29% mais de 2 a 5 salários mínimos e 19% mais de cinco salários mínimos. 56% são da classe C e 44% da classe A/B. 55% são brancos, 43% negros/pardos e 3% outros. 34% da zona leste, 31% da sul, 20% da norte, 10% da oeste e 5% do centro da cidade.

Ampla maioria está evitando sair de casa para que estes impactos sejam os menores possíveis. 62% não possuem plano de saúde privado, 37% tem plano de saúde privado e 1% não sabem. 38% estão em algum grupo de risco.

Na avaliação de mediadas adotadas pelos agentes públicos, os entrevistados respondem: aproximadamente sete em cada 10 consideram adequadas as medidas do Ministério da Saúde (71%), pelo Governador de São Paulo (68%) e pelo Prefeito da capital paulista (68%). Muitos não sabem opinar sobre as ações de Vereadores e Deputados Estaduais para combater a pandemia: 39% e 34%, respectivamente. Já 57% não consideram adequadas as medidas do Presidente da República. Entre os internautas residentes na região central da cidade esse último percentual chega a 80%. Sobre a troca do Ministro da Saúde feita recentemente, 30% dos respondentes apoiam a mudança.

“Temos que contar com amadurecimento da sociedade”, afirma Jorge Abrahão, coordenador geral da Rede Nossa São Paulo. Ele ainda chama atenção que nesse momento está ocorrendo uma valorização da política, para quem está atuando e formas de trabalho pelo coletivo. Essas orientações são fundamentais para a democracia.

Seis em cada dez internautas respondem que não cumprir isolamento social é uma das principais desvantagens da capital paulista. O transporte público e a população em situação de rua também são consideradas desvantagens da cidade para praticamente metade dos participantes: 51% e 48%, respectivamente.

58% dos internautas pesquisados as ruas da cidade de São Paulo estão mais vazias no isolamento social, 52% percebem o ar da cidade mais limpo e 48% acham que a capital está menos barulhenta.

Já a metade dos entrevistados falam que a principal preocupação em relação à pandemia para vida pessoal é a saúde de seus familiares. Para 17% é a própria saúde, enquanto as preocupações econômicas aparecem no medo de ficar desempregado (11%) e em ter a renda diminuída/perder clientes ou ter prejuízos financeiros (10%). Em relação à principal preocupação para o Brasil de forma geral: 49% temem uma piora na economia do país e 36% o aumento da desigualdade social.

Quando os entrevistados são questionados sobre os três principais itens que mais contribuem para reduzir os impactos da pandemia do coronavírus na vida das pessoas, foram mais citados: mais investimentos no SUS (40%) e o isolamento total da população (37%). Logo em seguida aparecem a renda básica emergencial para todas as pessoas (32%) e aumentar a quantidade de testes do coronavírus (30%).

Sobre o isolamento social, pouco mais da metade (53%) afirma que está saindo de casa somente para compras essenciais (na região leste este percentual é de 59%); 19% estão saindo para trabalhar e outros 19% não saem para nada ou quase nada (entre os moradores do centro e da região sul: 25%, em cada).

Para a maioria (57%), o número de pessoas em isolamento na cidade de São Paulo diminuiu desde as primeiras medidas adotadas no Estado de São Paulo, em 24 de março. Entre os moradores da região sul da cidade este percentual é de 61%. Já os residentes da região oeste têm a maior percepção de aumento de pessoas em isolamento: 29%, contra 23% no total da amostra.

Em trabalho e renda, considerando somente os internautas que possuíam renda pessoal antes da pandemia, 64% tiveram alguma diminuição na renda, seja total ou parcial, dos quais 22% perderam completamente seu rendimento por causa da pandemia na região norte o percentual de perda total de renda é de 28%.

Outras percepções dos entrevistados foram: os moradores da periferia de São Paulo vão sofrer mais por causa da pandemia do coronavírus do que os moradores das outras regiões da cidade (81%); se não fosse o SUS, as consequências da pandemia do coronavírus seriam muito piores (69%); as empresas que demitem funcionários durante a pandemia deveriam ser punidas pelo governo (63%); valorizar mais o SUS após a pandemia do coronavírus (62%); os serviços particulares de saúde da cidade de São Paulo estão preparados para atender pacientes infectados pelo coronavírus (57%); as medidas anunciadas pelo Governo Federal beneficiam mais as empresas do que os trabalhadores (54%) e os serviços públicos de saúde da cidade de São Paulo estão preparados para atender pacientes infectados pelo coronavírus (49%).

“Na Europa, quem mais sofreu da crise foram idosos. Em países da América Latina o que está comandando isso é o CEP. Aparece mais o grau de desigualdade e chama atenção a falta de espaço nas habitações mais precárias, com menor acesso ao esgoto tratado e água potável”, observa o coordenador da Nossa São Paulo. Jorge Abrahão comenta ainda que a desigualdade brasileira cobra vidas nessa situação de pandemia. “Não podemos nos conformar com isso. São Paulo é a cidade mais rica da América Latina. Temos que ter coragem para cobrar dos governos tributos das pessoas mais ricas para serem direcionadas aos mais pobres”.

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Fonte: Setor 3