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Brasileira é finalista de premiação por criar escola de programação para jovens

Aline Fróes foi a única brasileira na disputa do prêmio Women in Tech Global Awards. Ela criou a empresa Vai Na Web para formar jovens da periferia na área tecnológica

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Foto: Divulgação “Vai Na Web”

Sabendo das dificuldades que os jovens da periferia encontram para se capacitarem profissionalmente, a empresária carioca Aline Fróes, hoje com 33 anos, criou uma iniciativa para sanar essa lacuna.

Há três anos, Aline criou ao lado do empresário Igor Couto o ‘Vai na Web‘, empresa focada em formar jovens para a chamada Quarta Revolução Industrial.

Pela iniciativa, Aline foi finalista na Women in Tech Global Awards, uma premiação internacional cuja final foi no início de dezembro. Aline foi a única brasileira na disputa e concorreu com representantes de 120 países.

O Vai na Web funciona como uma escola de programação destinada às classes D e E. Na prática, o objetivo é democratizar a linguagem da tecnologia formando jovens para trabalhar neste universo, criando animações, programando sistemas e desenvolvendo softwares.

Aline, que saiu da educação pública do Rio de Janeiro para uma pós-graduação em Stanford, defende que é preciso levar para as salas de reunião das empresas pessoas que não saíram das mesmas grandes instituições de ensino.

Nestes três anos de atuação, o Vai Na Web formou cerca de 300 jovens programadores e mantém a taxa de empregabilidade em 55%, ou seja, metade dos alunos está no mercado de trabalho.

O curso dura 6 meses. No final do semestre, parte deles é selecionada para trabalhar no Estúdio Vai Na Web, espécie de laboratório da empresa, que presta serviços tecnológicos para empresas, revertendo o lucro para a própria escola e funcionando também como vitrine de talentos formados no espaço.

Desde a primeira turma, as mulheres são maioria entre os alunos. Há casos de alunas que levavam o filho para amamentar durante as aulas, e de mães solo que buscam formação em tecnologia para conseguir trabalhar de casa, sem deixar os filhos sozinhos.

Fonte: Observatório do 3º Setor / UOL Universa