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56% da população avalia positivamente organizações da sociedade civil

Pesquisa encomendada pelo GIFE aponta ainda que cerca de dois terços dos entrevistados mostraram algum nível de interesse em ações no campo das organizações da sociedade civil

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Foto: rawpixel.com via Freepik

Mais da metade da população brasileira avalia positivamente o trabalho realizado pelas organizações da sociedade civil (OSCs). É o que diz a pesquisa “Percepção de brasileiros/as sobre a sociedade civil”, encomendada pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), plataforma que trabalha pelo fortalecimento da filantropia e do investimento social privado no país.

Em parceria e com o apoio do Instituto ACP, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Instituto Natura, Fundação Telefônica Vivo e Fundação Tide Setubal, o estudo entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, dividas em subgrupos demográficos (sexo, idade, escolaridade, renda, raça/cor) e territoriais (região, porte e localização de município).

A pesquisa buscou analisar com que frequência (sempre, às vezes, nunca) os entrevistados participam de organizações sociais, realizam ações de voluntariado, procuram se manter informados sobre movimentos socais e conversam sobre projetos sociais que visam o bem coletivo.

Os resultados apontam que 21% veem, por si próprios, a atuação das instituições do terceiro setor de forma positiva e 19% através de depoimentos de pessoas apoiadas pelas organizações. Outros 16% confiam na integridade de quem faz parte de uma organização da sociedade civil.

Cerca de dois terços mostraram algum nível de interesse em ações no campo do terceiro setor, seja atuando diretamente ou se informando e conversando sobre assuntos relacionados ao tema, e 46% consideram que as OSCs assumem trabalhos que deveriam ser de responsabilidade do governo.

Por outro lado, os resultados informam que as fontes de recursos das organizações, a relação delas com o Estado, o foco das atividades e o formato de atuação não estão claros para a grande maioria da população.

“Os resultados sinalizam o reconhecimento da prática do terceiro setor, mas também fica evidente que é necessário aperfeiçoar a forma como esse setor se comunica com a população. Relações ainda mais transparentes explicitando as fontes de recursos e as responsabilidades nas parcerias com o setor público são temas que devem permanecer na agenda do terceiro setor”, defende Cassio França, secretário-geral do GIFE.

O termo Organização Não Governamental (ONG) é o mais comum entre os entrevistados: 65% o reconhecem. Outras terminologias como “Organizações da Sociedade Civil” (hoje considerada a nomenclatura oficial para o setor), Institutos, Fundações ou Instituições Filantrópicas, assim como as funções de cada uma, são menos conhecidas.

A pesquisadora responsável pela análise dos dados, Ana Lúcia Lima, explica ainda que: “O interesse pela temática é mais alto entre pessoas mais escolarizadas, com mais idade e maior nível de renda, como também entre residentes das regiões Sudeste e Sul” e que o combate à fome, saúde, e educação são os temas de maior interesse. Há um desconhecimento maior sobre o assunto entre jovens e mulheres de baixa escolaridade e renda, apesar de estes serem os públicos mais atendidos pelas organizações do terceiro setor.

Por fim, 50% dos entrevistados afirmaram que se disponibilizariam a apoiar ações de diferentes tipos de organização. E uma minoria de 3% disse preferir contribuir com partidos políticos.

Fonte: Observatório 3º Setor