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Fortalecimento comunitário permite que cidades desenvolvam seus próprios projetos

not fundacao 21 10 2013 2O fortalecimento de grupos comunitários tem ajudado a Fundação Lucia e Pelerson Penido (Flupp) a alcançar seu objetivo: desenvolver a educação infantil em municípios do Vale do Paraíba, interior de São Paulo. A agenda com as quatro cidades envolvidas no programa Valorizando uma Infância Melhor – Potim, Roseira, Aparecida e Lagoinha – é colaborativa e as estimula a construir projetos próprios em torno das necessidades delas.

“Estamos no processo de fortalecer grupos da região, trabalhando temas como liderança, gestão de conflitos e decisões coletivas, tornando-os cada vez mais autônomos”, diz a gerente de projetos do IDIS, Adriana Deróbio, que está  conduzindo o trabalho.

O primeiro passo é “instrumentalizar os grupos locais com informações”, como explica Adriana, para que analisem melhor suas necessidades. Depois, promove-se capacitação técnica contínua. “Fazemos oficinas para trabalhar questões práticas, como elaboração e gestão de projetos”, complementa ela.

O andamento em cada município respeita as particularidades locais. Em Potim, por exemplo, 15 pessoas participam diretamente da iniciativa. “Para nós, é muito importante ter conhecimentos de temas como liderança, gestão de conflito e administração”, afirma o coordenador do grupo gestor local, Gabriel Leite.

Já em Roseira, há duas pessoas tocando o projeto – que foi desenvolvido no ano passado, quando elas não faziam parte do grupo gestor. “Recebemos apoio técnico para a gestão de projetos, e já estamos até elaborando algumas iniciativas para outros parceiros além da Flupp”, diz a coordenadora do grupo gestor no município, Grasiele de Melo.

O fortalecimento comunitário se torna ainda mais importante porque os projetos começam a abranger outras áreas além da educação e uma rede no município e na região vem sendo estimulada. “Estamos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para promover palestras e atendimento direto aos alunos”, diz Grasiele. Em Potim, não é diferente. “Queremos envolver pessoas de outras áreas, como saúde e assistência social”, afirma Leite.

Sustentabilidade
O impacto mais importante do programa é viabilizar ideias que até já existiam, mas não eram detalhadas nem executadas. “Víamos muitas coisas que precisávamos fazer, mas não sabíamos como, e a parceria com a Flupp mostrou que temos condições de agir”, comenta Grasiele.
Atualmente, cada grupo desenha iniciativas de acordo com suas necessidades e as apresenta à Flupp, para serem financiadas. Assim, os participantes de Potim constataram que o desemprego era grande entre os pais de alunos, e apresentaram uma ação para capacitá-los a realizarem trabalhos artesanais, garantindo-lhes uma fonte de renda. Da mesma forma, Roseira detectou a necessidade de oferecer capacitação aos professores e monitores, ideia esboçada pelo grupo e apoiada pela Flupp.

Algumas vezes, demandas semelhantes fazem com que boas práticas em projetos realizadas por um grupo acabe sendo levado a outro município, ressaltando a importância da formação de uma rede integrada à atuação da Flupp. É o caso de uma iniciativa que busca aproximar a família dos alunos e a comunidade escolar, e que consiste em levar os pais para ajudarem os filhos a customizar seus uniformes dentro da escola. Criado em Potim, foi adotado por Roseira e financiado pela Flupp.
O objetivo principal do programa é que o fortalecimento dos grupos permita que eles desenvolvam mais e mais projetos e os apresentem a outros parceiros, em busca de sustentabilidade. “Os grupos estão cada vez mais autônomos, o que faz com que se fortaleçam e possam existir para além do apoio da Flupp”, afirma Adriana.

Para saber mais sobre investimento social comunitário e o trabalho desenvolvido pelo IDIS, escreva para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

*Foto: Mateus Pereira/SECOM-GOVBA


Fonte: IDIS